Microlentes gravitacionais


  • Para estimar a massa bariônica em matéria não luminosa, usam-se as microlentes gravitacionais, já que os remanescentes velhos de estrelas emitem pouca radiação, a não ser que estejam acretando material de uma estrela companheira.
  • A gravidade de uma estrela compacta, como uma anã branca, uma estrela de nêutrons ou um buraco negro, de massa M pode aumentar o brilho de uma estrela que esteja atrás dela, agindo como uma lente, durante

dlente

  • onde DS é a distância à estrela amplificada e Dl a distância à lente. Monitorando o brilho das estrelas em uma região densa do céu mostrará mudança no brilho das estrelas se uma estrela compacta passar na sua frente. Dependendo da massa da estrela compacta e de sua distância, este aumento do brilho pode durar dias, semanas ou meses. Esta é a base dos programas de observações de microlentes gravitacionais. O projeto MACHO (MAssive Compact Halo Objects) observou 10 milhões de estrelas na direção das Nuvens de Magalhães por 7 anos, registrando cerca de 400 eventos.
  • macho
    microlt
    Lente no bojo
  • As observações dos vários grupos, como MACHO, OGLE (Optical Gravitational Lensing Experiment), EROS (Experience de Recherche d’Objets Sombres), indicam que somente cerca de 2 a 5% da massa escura total está na forma de estrelas compactas, mas a detecção de 28 eventos com duração maior que 140 dias no MACHO indica a existência de mais buracos negros do que a função de massa normal prediz, sendo consistente com a hipótese de que as estrelas de População III foram mais massivas.
  • O Efeito Sunyaev-Zel’dovich é a distorção causada na radiação de microondas do fundo do Universo pelo efeito Compton inverso, em que elétrons de alta energia transferem parte de sua energia para os fótons de baixa energia da radiação de fundo [Rashid Sunyaev (1943-)e Yakov Borisovich Zel’dovich (1914-1987)]. Deste modo, a radiação do fundo do Universo que passa por um aglomerado de galáxias tem um pequeno excesso de fótons mais energéticos, espalhados pelo plasma quente do aglomerado.
  • A densidade de energia contida nos Raios Cósmicos, partículas de alta energia, é da mesma ordem que a densidade de energia da Radiação de Fundo do Universo. Para energias menores que 1015eV, sua taxa é de aproximadamente uma partícula por metro quadrado por segundo. Já para energias maiores que 1015eV, sua taxa é de aproximadamente uma partícula por metro quadrado por ano. Para energias maiores que 1018eV, sua taxa é de aproximadamente uma partícula por quilometro quadrado por ano. A Radiação do Fundo do Universo corresponde a cerca de 93% de toda a emissão eletromagnética, mas é milhões de vezes menor do que a densidade crítica.
  • Chris Clarkson, Obinna Umeh, Roy Maartens e Ruth Durrer, no artigo What is the distance to the CMB? How relativistic corrections remove the tension with local H0 measurements, publicado no arXiv:1405.7860v1, mostra que a correção de segunda ordem na mudança da relação entre a distância derivada do tamanho angular e o redshift causada pelas flutuações de densidade, medidas pelas lentes gravitacionais sucessivas, ´ sufientemente grande para corrigir o parâmetro de fechamento do Universo na ordem de alguns porcentos, enquanto a precisão das medidas é da ordem de alguns milésimos.

Subíndice

Projeto Boomerang

Áxions e Monopolos

Eras

Superstrings – Cordas Cósmicas

Teoria de Cordas

Cosmologia Matemática

Calculadora Cosmológica

Dark Energy no Hubble Space Telescope Science Institute


FONTE: Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS

Créditos: Kepler de Souza Oliveira Filho

© Os textos, gráficos e imagens desta página têm registro: ISBN 85-7025-540-3 (2000), ISBN 85-904457-1-2 (2004), ISBN 978-85-7861-187-3 (2013), e só podem ser copiados integralmente, incluindo o nome dos autores em cada página. Nenhum uso comercial deste material é permitido, sujeito às penalidades previstas em lei.
© Kepler de Souza Oliveira Filho & Maria de Fátima Oliveira Saraiva

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